Zona LAMM – Resultado da convocatória Belo Horizonte e Região Metropolitana

A Embaixada Cultural e a Oficina de Imagens, com apoio do fundo Ibermúsicas, divulgam o resultado final de seleção das artistas residentes em Belo Horizonte e Região Metropolitana para participação na ‘Zona LAMM- Laboratório de Artes Musicais para Mulheres’.

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Foram muitas as inscritas, com pesquisas e trabalhos maduros, ricos e diversos. Foi uma escolha difícil, mas outras edições virão e esperamos contar com a participação de todas.

> Sobre a seleção das 6 residentes:

Na Zona LAMM, percebemos o feminismo em constante processo de construção coletiva e ao mesmo tempo desconstrução individual. Direcionando nosso trabalho, estão nossa militância e desejo de nos (des)construir para caminharmos juntas realizando os feminismos (im)possíveis e buscando compreender o que isso significa para cada uma de nós em nossos modos de fazer música, redes, cidades, países.  Acreditamos que a luta social, política e artística reflete intensamente em nossas maneiras de tocar, compor e criar deixando claro o porque de se realizar uma residência somente para mulheres e o que estamos buscando com isso.

O trabalho de curadoria selecionou, em 2 etapas, 6 artistas: 3 vindas de países latino-americanos e 3 residentes em Belo Horizonte, para trabalharem juntas ao longo de 3 semanas na criação de um EP coletivo. Toda a equipe do projeto (curadoria, direção musical, produção, comunicação, audiovisual, gravação, mixagem, masterização) é composta também por mulheres locais que acompanharão as residentes ao longo desse processo.

As residentes latino-americanas vieram de Barranquilla e Bogotá, na Colômbia, e La Plata na Argentina. A primeira convocatória determinava as inscrições por estilo de produção musical passando pela música tradicional/folclórica, de matrizes africanas, eletrônica/experimental e música para dança.

Nesta etapa, foi selecionada uma percussionista representante da sonoridade do caribe colombiano, fundadora da Red de Tamboreras de Colômbia. Representando a música experimental, foi selecionada outra artista colombiana, de Bogotá, com uma longa carreira na música tradicional como percussionista, que transicionou para as paisagens sonoras, radioarte, e gravações de campo. A terceira residente da convocatória internacional é uma musicista e etnomusicóloga argentina, que mescla em suas composições recursos eletrônicos de sampleamento e manipulação de loops com percussão e cantos tradicionais folclóricos da América Latina e de outras culturas tradicionais ancestrais.

As residentes belo-horizontinas trazem referências de diferentes mineiridades, desde cantos congadeiros e foliões do Vale do Jequitinhonha até o berimbau que percurte notas e caminhos para os cantos afro-descendentes da capoeira soando junto a um violino. Como que por ironia do destino, junto às selecionadas na convocatória para artistas residentes em Belo Horizonte e Região Metropolitana, encontramos uma artista chilena de origem, que se mostrou mineira de coração e que vêm a enriquecer essa mistura tocando cuatro venezuelano e cajón peruano.

Ass: as curadoras

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